01 de outubro de 2026
O que os dados dizem sobre Itabirito? Quais questões ainda precisam ser mais bem compreendidas? E onde diferentes setores podem somar esforços? Essas foram algumas das perguntas que orientaram o encontro realizado pelo CeMAIS por meio do Projeto +Impacto no Hub Estação Futuro, reunindo mais de 30 pessoas para conversar sobre a realidade do território.
Representantes do poder público, conselhos de direito, empresas e outros setores participaram da iniciativa, que teve como foco o diagnóstico socioeconômico que vem sendo construído pelo projeto. A partir da apresentação de informações sobre o município, o encontro abriu espaço para que os participantes relacionassem os dados às experiências que vivenciam em seu trabalho e em sua atuação local.
A ideia foi olhar para as informações não como um retrato pronto, mas como um ponto de partida para novas perguntas. Em grupos, os participantes identificaram questões que consideram importantes para Itabirito e discutiram por que alguns desafios ainda permanecem. Também conversaram sobre recursos, experiências e iniciativas que já existem e podem ser considerados na busca por caminhos possíveis.
Para Aline Peneda, representante do Grupo Farid, a presença de pessoas com experiências diversas amplia a discussão e ajuda a encontrar caminhos para questões que afetam o território. “Essa provocação é justamente propor soluções com visões diferentes, para a gente poder chegar num ponto de aproveitar as políticas que hoje já existem, criar novas políticas e os recursos que ficam disponibilizados e, às vezes, a gente não tem conhecimento.”
O diagnóstico reúne informações de diferentes fontes e busca ampliar a compreensão sobre as condições socioeconômicas do território, especialmente em relação às demandas de crianças, adolescentes e pessoas idosas. A análise desses dados é uma das etapas do trabalho desenvolvido pelo +Impacto e pode contribuir para que os diferentes atores tenham mais elementos para planejar, acompanhar e discutir as políticas e ações realizadas no município.
O que podemos fazer juntos?
Depois de olhar para os desafios identificados, a conversa avançou para uma pergunta prática: o que podemos fazer juntos que seria mais difícil fazer sozinhos?
A partir dela, os participantes levantaram possibilidades de colaboração e compartilharam experiências e recursos que já estão disponíveis em Itabirito. A atividade não teve como objetivo definir projetos ou compromissos naquele momento, mas identificar interesses em comum e perceber onde podem surgir novas aproximações.
A proposta é que o grupo dê continuidade a esse processo, mantendo um espaço de conversa entre diferentes setores e aprofundando as questões que apareceram durante a atividade. Os próximos encontros serão construídos a partir dos temas levantados pelos próprios participantes. Assim, o diagnóstico segue sendo desenvolvido ao mesmo tempo em que o grupo amplia a conversa sobre Itabirito, trazendo novas informações e experiências para serem discutidas ao longo do caminho.
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